ACIDENTE
ACIDENTE
O elo entre a vida e a morte
Um acidente pode ser o elo de partida entre a vida e a morte.
Por duas vezes experimentei um pouquinho dessa sensação. “Antes”, as vezes eu me perguntava; O que passava na cabeça das pessoas na hora exata em que acontecia o acidente, o que pensavam, o que sentiam.
Hoje eu sei: e se alguém tiver a curiosidade de saber, posso responder:
Tudo acontece muito rápido, são questões de segundos, não dá tempo de pensar em nada, a não ser que pode ser o fim.
O meu segundo acidente poderia ter sido fatal. Só não o foi porque existe um Deus, que é todo misericordioso e que se faz presente na minha vida.
Um Deus que me protege, que me ajuda a suportar o sofrimento e o peso da responsabilidade que a vida me impõe. Não tenho medo da morte, mas ainda não cumpri minha missão aqui na terra. Pois eu sempre tive a nítida sensação que fui enviada por Deus para cumpri uma missão. Passei a vida inteira procurando descobrir qual seria. Embora eu tenha descoberto há pouco tempo que missão seria essa, tudo se complicou,acabei enfiando os pés pelas mãos. Esse acidente me deixou hematomas, cicatrizes, mas nem por um segundo me tirou a alegria de viver. Mas acima de tudo, ali naquele instante em que eu pensei que seria o fim. Veio-me na lembrança a minha missão e a certeza de que não posso desistir dela. Por mais difícil, por mais impossível que pareça, eu preciso conseguir. Pois da próxima vez e haverá uma próxima vez com certeza, eu posso não sobreviver.
Só peço a Deus que me dê um pouquinho da humildade, da perseverança e da sabedoria dele, para que eu não venha fracassar mais uma vez. Pois todos nós temos o livre arbítrio, às vezes tomamos decisões erradas. Mas se reconhecermos que estamos errados e nos propusermos a consertar nossos erros tudo bem, fica muito mais fácil. O mais difícil é quando além de consertar nossos erros, temos que consertar os erros dos outros e consequentemente mudar não só o nosso destino, mas o destino de outras pessoas também.
É isso, que torna dificílima a missão à que fui designada.
Isso é só um desabafo de quem recebeu de Deus uma segunda chance.
Marta Rodrigues de Aguiar